Cotidiano e estilo de vida pautam a escolha da região para a compra do imóvel

DESIRÈE LUÍSE
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Escolher a região para comprar um imóvel não é tarefa fácil. Encontrar um local que combine a rotina diária com o tipo de vida que se quer levar é o melhor caminho, apontam especialistas na área.

"Se a pessoa mora na capital paulista e gosta de esporte, seria interessante comprar um apartamento perto do Paraíso ou de Moema, porque está próximo ao Parque do Ibirapuera", indica o diretor de vendas da Coelho da Fonseca, Fernando Sita.

Qual é meu estilo de vida? A família está em que bairro? Trabalho aonde? Todas essas perguntas são pertinentes na hora de escolher a localização.

"Cada bairro tem qualidades e peculiaridades diferentes, há locais para os que gostam de silêncio e quem gosta de agito", lembra Sita.

Para Sita, a mobilidade um ponto importante. "As pessoas perdem muito tempo no trânsito. Livrar-se disso é ótimo."

Segurança é outro fator importante na decisão. Segundo o diretor da imobiliária Collina, Ricardo Collina, consultar sobre as ocorrências criminais pode ser uma boa saída. "Falar com os futuros vizinhos sobre o bairro também é um modo de conseguir informações"

VIZINHANÇA
Já o fisioterapeuta André Tenório pensou na comodidade de ter os serviços próximos de seu novo apartamento.

"A padaria, a farmácia e o supermercado estão perto para comprar as coisas mais essenciais."

Segundo ele, a namorada considerou a proximidade da casa dos pais dela.

"Quando tivermos filhos e precisarmos de alguém para cuidar, já podemos pedir ajuda", diz. Um colégio na frente do condomínio também deverá facilitar com as crianças.

No entanto, Sita lembra que é interessante morar próximo ao colégio, mas não ser vizinho da escola, "porque há trânsito e barulho. Estar próximo do supermercado, mas não do lado, pois caminhões podem incomodar na madrugada ao descarregar".

Collina aconselha visitar o futuro imóvel em horários diferentes, para ver a movimentação do bairro.

BALANÇO
A diretora de atendimento da Lopes, Mirella Parpinelle, pontua que dependendo da fase da vida, as necessidades de cada pessoa são diferentes.

Ela indica fazer uma lista com prós e contras sobre o bairro. "O que é muito bom para um, pode não ser para o outro", avalia.

"Muitas vezes compensa comprar uma casa que não seja exatamente a desejada, mas que o entorno seja favorável, porque o imóvel pode ser reformado, a parte externa não", conclui Collina.

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